edifício




implantação e caracterização

A estrutura do convento encontra-se adaptada com felicidade ao terreno de implantação, um planalto sobranceiro ao vale do Tejo. Planimetricamente, todas as dependências se encontram organizadas em redor do vasto claustro retangular de dois andares, com arcarias assentes em elegantes colunas toscanas típicas do renascimento português. O bloco que originalmente constituía a igreja (de nave única) encontra-se encostado à fachada poente, com frontaria saliente e foi redesenhado pelo Arquiteto Duarte Castel-Branco para servir de entrada e edifício principal da Biblioteca Municipal.

As fachadas, poente e nascente do convento prolongam-se para sul, fazendo crer que se previa um segundo claustro ou, pelo menos, um pátio, sob o qual se situa uma cisterna. De acordo com o levantamento de 1866, feito pelos militares, a fachada poente (em que se abre o que julgamos ter sido a portaria conventual) era mesmo a mais longa de todas, criando um vasto corpo com algumas das características dos restantes, mas avançando para sul, já completamente fora do perímetro construído, num possível projeto de alongamento do segundo claustro ou pátio.