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propostas de intervenção

Em termos artísticos, e à exceção do claustro já referido, de delicado recorte renascentista, o convento apresenta alçados de alguma modéstia, mas em quase todos eles há uma certa regularidade de implantação dos vãos que permite reconhecer a autenticidade da localização da esmagadora maioria dos mesmos, que será respeitada.

Todavia, a partir de um levantamento rigoroso, reconheceu-se que, na fase de ocupação militar do edifício, muitos dos vãos foram alteados ou modificados, transformando-se, por exemplo, janelas em sacadas. Em certos casos, nichos interiores das celas foram transformados em vãos, sobretudo na longa fachada nascente, e, na fachada oposta, a poente, meras frestas ou respiradouros no R/C foram transformados em janelas de escala e alinhamento muito diferentes das do piso superior.
A proposta de recuperação assinada pela equipa projetista reavaliou a implantação dos vãos e a organização mural de todos os alçados, propondo o redesenho dos mesmos e a sua expressão nos materiais originais, de modo a devolver ao edifício o carácter sóbrio e «chão» com que foi construído.

Maqueta

Há, ainda, alguns pequenos acrescentos relativamente recentes (séculos XIX e XX), de muito fraca qualidade, que deverão ser demolidos, para deixar o edifício respirar na sua dimensão mais próxima da construção histórica original.
Também irão ser restituídos os circuitos originais de ligação entre os pisos e renovados ou aumentados esses acessos de acordo com as exigências museológicas, numa expressão claramente diferenciada.
Os tetos e as coberturas apresentam diversos tipos de materiais quase sempre perigosamente combustíveis e, em muitos casos, em precário estado de conservação, a sua substituição está prevista mas será respeitado na maioria dos casos o traço original das coberturas.
De igual modo, serão reavaliados os pavimentos e tomadas medidas quanto à sua substituição total ou parcial e eventual alteração de cotas, tendo em atenção a circulação museológica.
É aconselhável completar o fecho em vidro do claustro, nos dois pisos, para potenciar os circuitos museológicos, embora mantendo um sistema de circulação controlada entre a biblioteca e o futuro museu.

ALTERAÇÕES AO PROJETO  INICIAL
Dadas as dificuldades financeiras que o país atravessa, houve necessidade de avançar de modo faseado para a concretização do  projeto do MIAA. Numa primeira fase contempla-se apenas a musealização do Convento de S. Domingos. Para isso foi necessário alterar o programa museológico inicial e adapta-lo apenas ao espaço do convento. A nova proposta contempla uma grande parte do que o anterior projeto previa, embora saia um pouco mais encurtado. Assim estão previstos para além das diversas salas de exposição permanente onde ficarão os principais núcleos do museu:
- Pré e Proto-História / Sala do tesouro / Idade Antiga – civilizações extra europeias / Idade Antiga – Grécia e Roma / Idade Média e Moderna / Sala Maria Lucília Moita / Sala Charters de Almeida;
- Uma zona de acolhimento e loja; sala de exposições temporárias; serviços educativos; gabinetes; cafetaria; serviços técnicos e reserva.

Com esta proposta haverá uma parte das coleções que não poderá ser exposta de modo permanente. Estas poderão ser alvo de exposições temporárias. Também toda a área de serviços e reserva ficou substancialmente reduzida. Nesta segunda versão desapareceu o auditório e centro de documentação. Estes espaços serão partilhados com a Biblioteca Municipal António Botto.